Essa semana vamos falar um pouco sobre a educação, muitas vezes as pessoas acham que educação é o somente a que se aprende nas escolas, o que não é verdade, esse texto traz conceitos importantes sobre educação e ao final, relataremos uma visita que a galera de Brasília fez a um museu, mostrando que educação não está só na sala de aula.
A educação formal é baseada na
transferência de conhecimento através da comunicação. Já a educação informal é
baseada na aquisição de conhecimento através de estudos e experimentações
auto-motivadas.
A primeira é formal por ter
sido estabelecida pelo governo como educação padrão. Ela é praticamente
obrigatória e não seguir o padrão certamente lhe trará riscos, basta analisar
como são feitos os filtros de contratação de profissionais nas empresas, a
pessoa que está recrutando recebe um currículo e a primeira coisa que ela faz é
descer até o item Formação Acadêmica, se não for uma faculdade de primeira
linha e um bom curso, o currículo automaticamente vai para o lixo.
A educação formal tenta
transferir o conhecimento que o professor tem, e muitas vezes não tem, para o
aluno, com a ajuda de livros e materiais de apoio. Durante uma hora ou mais o
professor se dirige aos alunos falando sem parar. O grande problema é que o ser
humano não consegue manter-se focado por muito tempo, muito do que é falado não
é escutado, e muito pouco do que é escutado é aprendido. Não é a toa que a
educação formal exige um esforço pessoal extra classe chamado lição de casa, só
assim o aluno consegue realmente aprender o que foi ensinado.
A educação informal não é
obrigatória e depende totalmente da motivação. Normalmente as pessoas que se
auto-educam são tão motivadas e focadas, que não deixam passar uma página ser
ler ou uma questão sem responder. Assuntos mais complexos eram mais difíceis de
serem solucionados no passado, mas com a globalização e a internet, é possível
expandir seus horizontes interagindo com outras pessoas que já resolveram ou
tem uma visão ampliada, estes são mentores, pessoas muito diferentes de
professores.
EDUCAÇÃO FORMAL
A educação na escola pode ser
resumida como aquela que está presente no ensino escolar institucionalizado,
cronologicamente gradual e hierarquicamente estruturado. A educação não-formal,
porém, define-se como qualquer tentativa educacional organizada e sistemática
que, normalmente, se realiza fora dos quadros do sistema formal de ensino, não
se deve confundi-la com a informal, que é aquela na qual qualquer pessoa
adquire e acumula conhecimentos, através de experiência diária em casa, no
trabalho e no lazer. A vivência do cotidiano escolar significa uma experiência
de vida, localizada em um espaço, cuja materialização é muito objetiva. O
conteúdo da experiência escolar varia de sociedades, de culturas, de escolas,
de sujeitos.
A função do ensino é repassar
conhecimentos que já estão prontos e organizados nos livros didáticos, segundo
uma sequência a ser estabelecida pelo plano de aulas, este por sua vez, procura
garantir que os conteúdos só podem ser repassados e aprendidos de modo sequencial,
obedecendo à precedência de cada um deles, tem-se a concepção de que a função
da educação escolar é, principalmente, repassar conhecimentos e formar
habilidades. O aluno mais persegue são pontos necessários à passagem para a
etapa seguinte e não a aquisição de conhecimentos.
A educação escolar tem como
objetivo repassar conhecimentos segundo uma metodologia de ensino que opta pela
fragmentação dos conteúdos e considera ser a retenção do aprendizado o objetivo
final da atividade escolar, por mais que se insista em negar esse objetivo. O
processo educacional relaciona-se com os fins da educação escolar. Quase todos
os educadores têm consciência de que o objetivo da educação é a formação de
sujeitos livres, autônomos, felizes e participantes da vida social, logo,
cidadãos responsáveis.
A educação na escola é
necessária, pois, se considerarmos o aluno sujeito de direitos, de
conhecimentos e aprendizagem, o professor poderá tornar-se um elo importante na
construção do desenvolvimento pleno do humano. Para isso, além de investimentos
em cursos de formação e palestras, e preciso que a escola se reorganize
internamente, dando espaço para o professor discutir e trabalhar coletivamente
novas propostas de intervenção. O professor deve proporcionar ao aluno mais
tempo para aprender e demonstrar o que sabe.
EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL
Na educação não-formal a
cidadania é o objetivo principal, e ela é pensada em termos coletivos, se dá
por meio da prática social. A educação não-formal caracteriza-se por não ter a
importar em desenvolver um currículo predefinido, que se faz principalmente
baseado em desejos, necessidades e interesses das pessoas que constituem os
grupos envolvidos em ações e práticas desse campo educacional.
As propostas da educação
não-formal têm como objetivo central enriquecer a biografia dos indivíduos,
ampliando a gama de vivências e experiências formativas de crianças, jovens,
adultos e idosos. Nela destaca-se o encontro de gerações, a mistura de idades,
a não obrigatoriedade de frequência e a ocorrência de ações e experiências em
espaços e tempos mais flexíveis, não restritos ou fixados por órgãos
reguladores.
O que diferencia a educação
não-formal da informal é que na primeira existe a intencionalidade de dados
sujeitos em criar ou buscar determinadas qualidades e/ou objetivos, é define
por uma ausência, em comparação ao que há na escola (algo que seria não-intencional,
não-planejamento, não-estruturado), tomando como único paradigma à educação
formal.
A educação informal decorre de
processos espontâneos ou naturais, ainda que seja carregada de valores e
representações, como é o caso da educação familiar, por exemplo, a educação
transmitida pelos pais na família, no convívio com amigos, clubes, teatros,
leitura de jornais, livros, revistas etc.
Para fins didáticos os campos
da educação não-formal dividem-se em: destinado a alfabetizar ou transmitir
conhecimentos que historicamente tem sido sistematizado pelos homens e
mulheres, planejados para as clientelas sujeitos das ações educativas, com uma
estrutura e uma organização distinta das organizações escolares, abrangendo a
área que se convencionou chamar de educação popular e educação de jovens e
adultos, e, abrange a educação gerada no processo de participação social, em
ações coletivas não voltadas para o aprendizado de conteúdos da educação
formal.
VISITA AO MUSEU
Passear sempre é bom, mas
fazer uma viagem cultural é maravilhoso, essa sexta, dia 08, íamos fazer uma
visita a outro campus do IFB, infelizmente não deu certo, mas acabamos indo a
outra exposição, e adivinha? Foi maravilhoso, o nome da exposição era “José A.
Figueroa - Um Autorretrato Cubano”, que conta a retrospectiva da obra dele, que
já possui mais de 50 anos de carreira, considerado um precursor na transição da
fotografia documental para a conceitual, tanto em Cuba quanto em toda a América
Latina.
Vocês devem se perguntar
porque ir numa exposição tão diferente? Para conhecer não só de fotografia, como
conhecer a cultura, e tinha muita coisa em espanhol, o que foi melhor ainda,
afinal somos alunos de Licenciatura em Letras -Espanhol, e desse jeito podemos
conhecer mais sobre Cuba e seu desenvolvimento.
A exposição foi na “Caixa
Cultural”, em uma de suas galerias, mas tem mais de uma galeria, e vou contar
um segredinho, estavam tendo mais exposições, e nós fomos conferir todas, vale
muito a pena, se você estiver em Brasília e quiser dar uma passada lá, super
recomendo.
Ah é, vou deixar umas fotos
aqui da exposição:





